
Um dia veio vuando uma faca e entrou direto no meu bucho. Ela é ágil, invisivel. Você nem percebe. Até que você se toca com um tempo o quanto é dificil andar com uma faca enfiada na barriga. A faca ela perfura primeiro a pele, e você sente mas não doi tanto. Incomoda. Mas é só um ardordim. Mas se você deixar a faca entra na carne e aí dói. sai sangue. E te dá medo vê teu próprio sangue assim sainda pra fora do seu corpo. E tudo se torna Faca enfiada no bucho. Nada importa tanto quanto a faca enfiada no bucho. E aí se você deixar ela entra cortando os nervos, o osso até chegar no coração. E aí não tem mais jeito. É só dor. Você se transforma na dor. Tem horas que você cai pra trás e se entrega a faca malvada. Porque arrancar a faca pode doer mais ainda. Até que a dor se torne mais grande que tudo, até que você. Aí se cria uma coragem medonha e se puxa a faca. E rebola ela bem longe. Fica a ferida aberta. mas com o vento ela vai fechando e tudo volta a rodar de novo como antes, só que agora com um pequeno detalhe a marca da pereba. Que é pra você não vacilar de novo.



