
Aqui nesse cantim de mundo.
as casinhas são bem juntinhas,
as calaçadas abarrotadinhas de conversas
e naquela esquina de encruzilhada
tem sempre uma cantoria ou uma batucada.
Aqui a gente escuta os aboios sem boiadas.
os aboios que vem de lá do interiorzinho de cada um que passa por aqui,
lá eles aboiavam só boi
mas aqui se aboia de tudo
o aboio aqui não é pra tanger é pra chamar:
um cherim verde,
um oim di aio,
uma escuta de músicas,
um gostim de pirulito feito somente de açucar
e um tatear de redinha
por aqui quase todo mundo tem rede, rede aqui é um balançar.
E de vez em quando passam uns aboios mais altos
lá se vem @s boiadeir@s da arte
com seus tambores, suas alfaias, zabumbas e batucadas,
perna de pau e pau de fitas,
uma criançada de roupa engraçada,
um monte de gente tocando, cantando e dançando.
Nesse aboio todo não passa um boizim?
mas lá se vem o boi,
por aqui só tem ele é o surubim
passa dançando e rodando sua saia de chita.
Passam pela Fumaça,
pelo Planalto,
pela Tongil,
pelo Feijão,
pelo Inferninho
em cortejo vão até a lua.
Vão cortejando tudo vão cortejando o mundo...
Um comentário:
parece que temos mais um poema pra gravar...heheheheh
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