sexta-feira, agosto 14, 2009

epitáfio de mim...


eu tava pensando hoje de manhã morrer é como está num desses reality show. você fica muito expost@. quando eu morrer pra quem eu devo deixar meus cds, minhas roupas, meus filmes, meus livros (se quiserem rebolar no mato eu nem vou ligar, já vou tá morta mesmo). mas e os meus livros de cabeceiras que eu tenho dos doze. esses eu não deixaria pra ninguém. alguém poderia queimar. mas concerteza iriam ler. e todas as cartas, bilhetes e cartões. seriam jogados fora. todas as coisinhas que eu compulsivamente nunca jogo no lixo. tudo. é mei trágico saber que todo mundo vai mexer em suas coisas. revirar sua vida. eu gostaria de deixar meus livros de cabeceira pra minha menininha. que ela nunca revelasse nada do que tem anotado. nenhum delirio. nenhuma vontade. nenhum ódio. nenhuma paixão. nenhum amor platônico. nem um amor socrático. nenhum amor de rua. nada. nunca seja revelado nada. acho que neura da minha cabeça é que ultimamente eu tenho pensado na morte, tenho visto ela mais de perto (que as vezes sinto um gosto de água saloba que ficou em mim).

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